sexta-feira, 24 de agosto de 2012

30 anos de poesia...tempo de comemorar!

Primeira poesia publicada no Jornal de Brasília em 22/07/82

As correções foram feitas por minha mãe - autora da proeza: ela me inscreveu como jornalista-mirim do Jornal de Brasília e enviou por mim. Qual não foi a surpresa.


Os últimos versos não aparecem:

Vida sem amor,
sem flor.
sem nenhum calor!
vida da
fome, da guerra,
da ruína e da dor!

O título, no meu caderno de poesias, foi alterado por mim, dois anos depois: Esquinas da Vida.


19 comentários:

Imaginário disse...

Emocionante. Obrigado por compartilhar. Mãe sempre sabe das coisas...
Abraço.
Gilson.

Pedra do Sertão disse...

Pois é, Gilson, mãe antevê as coisas...

Grata...

António Jesus Batalha disse...

Olá , seu blog é muito bom, e desde já quero dar-lhe os parabéns, meu nome é: António Batalha, e quero deixar-lhe um convite, se quiser fazer parte de meus amigos virtuais no blog Peregrino E Servo ficarei muito radiante. Claro que irei retribuir seguindo também seu blog.Como sou um homem de Deus deixo-lhe a minha bênção. E que Seja feliz você e sua casa.

Mariana Massarani disse...

Um abração!
: )

Malu disse...

Estas partilhas são gratificantes para sabermos o quanto as pessoas são belas e trazem enormes sentimentos e impressões dentro de si...
Grande abraço!!!

Luma Rosa disse...

Que gracinha de jornalista mirim!! :=) Adorei ver fotinha sua ainda menina e já com tanto talento, escrevendo como gente grande!! Quanta sabedoria!! Quanto sofrimento!! Parabéns! Vamos comemorar!! Beijus,

Bosco Sobreira disse...

Além do talento precoce, o estímulo da mãe. Desse binômio só podia brotar a vocação para as letras, para o mundo do fazer artístico.
Obrigado por sua visita.
Um abraço,
Bosco

Pedra do Sertão disse...

Mas a menina nada sabia ainda da vida que teria pela frente...um pouco depois a mãe "se encanta" e ela sai de SP para o interior do Ceará à procura de uma "origem, de uma história" e descobre mais poesia, mais magia e entra de vez para o mundo das Letras (mas essa é outra história!)...Obrigada, Bosco, Malu, António, Mariana, Luma, por gostarem da menina Araceli!

Pedra do Sertão disse...

Mas a menina nada sabia ainda da vida que teria pela frente...um pouco depois a mãe "se encanta" e ela sai de SP para o interior do Ceará à procura de uma "origem, de uma história" e descobre mais poesia, mais magia e entra de vez para o mundo das Letras (mas essa é outra história!)...Obrigada, Bosco, Malu, António, Mariana, Luma, por gostarem da menina Araceli!

Por que você faz poema? disse...

Em qualquer esquina,
a vida, e a poesia,
agradecem.

Fred Caju disse...

Que demais esse registro!

aleatorioeterapeutico disse...

Vida assim nao tem cor.

Beijo.

Rebeca

-

BAR DO BARDO disse...

Parabéns!

A gente vai se envolvendo nesse mundo de papel e letras, difícil desemaranhar-se...

Vanessa Souza disse...

Carteirinha mais linda :)

http://vemcaluisa.blogspot.com.br/
http://www.facebook.com/vencaluisa

João Esteves disse...

O muro de há três décadas, como estria hoje, Araceli? Você que é poetisa de carteirinha e poetiza desde tão tenra idade o descreveu com sentimento, quase o vejo. Até a Pedra do Sertão nomear blog foi com certeza uma biografia e tanto.
Beijo.

Arnoldo Pimentel disse...

Muito legal essa postagem, por preservar sua própria história.Beijos.

Versos diversos disse...

" SERTANIZANDO A POETICA ILUSTRADA, DE UM CANTANTE VERSADOR DESTE BRASIL"


Já dizia o poeta Severino/ um caboclo matuto do sertão/ que a vida só tem quatro sentidos/ um acerto dois erros e uma em vão/ são as glosas benditas da poesia/ que estende no "oiar" a alegria/ de quem leva essa vida em canção.


È comum de se ver na minha terra/ um menino glosando alegria/ e fazendo da vida catingueira/ no c


antar o disfarce da agonia/ e assim segue ele sua estrada/ amparado pela doce e bela amada/ um rosário de fé e de poesia.


A suavidade de uma cantiga chega dói/ no canto vasto do ferido coração/ são os sonhos declamados de saudades/ amparados nas grotagens deste chão/ são os versos de um grande menestrel/ que debulha entre versos de cordel/ sua bela e refinada inspiração.


E enquanto meu amigo ali se cala/ nas estradas eu espalho meu versar/ pois um dia quando a gente se encontrar/ voltaremos no tempo das cunversagens/pois a vida já me deu trinta passagens/ de encontro ao passado meu presente/ vou alegre narrando esse repente/ espargindo entre sonhos e miragens.


Das trincheiras da saudade arranco versos/ açoitando meu pensar pelo caminho/ nessa vida eu já não ando sozinho/ sou amparado pela santa inspiração/ que consola meus acordes tão cantantes/ e assim esses meus passos andantes/ trazem paz ao meu corpo e coração.


Sou fiel na minha oralidade/ quando falo desta terra que me atrai/ pois o verso do poeta nunca sai/da sua boca sem a devida inspiração/ eu abraço no meu peito o violão/ e desnudo meu cantar na poesia/ sou assim cá das bandas da Bahia/ de Santo Amaro, Eu sou da Purificação.


Quem me dera que os vates grandiosos/ com seus verbetes retornassem a esta terra/ pois faria muito amor matando a guerra/ dedilhando seu encanto na poesia/ isso sim de fato me bastaria/ pois a paz com certeza jamais erra.


Sussurrei aos quatro ventos o teu nome/ angelical de sublimeza tão macia/ eu te amei ignorando a agonia/ do desprezo que matou meu sentimento/ eu confesso que tentei por um momento/ entender teu traçado de abandono/ pois chorei feito igual um cão sem dono/ recebendo como troco o meu lamento.


Quem ousar ferir nossa poesia/com certeza já é um adefuntado/ filologando do meu jeito meu recado/ é que sigo pela vida só versando/ das morenas sempre estou m’alembrando/ sem rancor mas saudade fere e mata/ é um nó que o destino não desata/ tora em lagrima um sofrer se afogando.

Eu nasci pra fazer as escrevenças/ do que vejo pelo mundo acontecendo/e em cada dia que vai anoitecendo/ eu relembro dos amores do passado/hoje só as lembranças dão recados/ desses tempos teimosos de outrora/ mas a dor escondida ainda implora/ maltratando meus pesares em pecados.

Quem sou eu pra querer mudar o mundo, se o mundo por si só não é mudado, Deus é Pai um santo glorificado, que comanda o viver no firmamento, eu aqui fico a pensar por um momento, ai se o Homem obedecesse ao Criador, e espalhasse no mundo mais amor, respeitando os sagrados mandamentos.

No plural ou na singularidade todo entorno desta rima é recebida, pois revela grande fato nessa vida e a palavra do poeta é um presente, cá estou formando versos em repente, sem medir da historia seu final, um exercício que partiu do cerebral, derramei nesse instante no papel, e assim este texto em cordel vou findando a narrativa dando um tchau.

Beto disse...

Oi Moça... Você tem um belo blog, com excelente qualidade literária e eu fico honrado com sua participação no site dos Anjos de Prata, que foi mantido entre outubro de 2000 e julho de 2010. O site está desativado e suas participações com as obras:
- Uma noite entre as pedras
- Poema para lembrar minha irmã
- As luzes de natal
- Amor de cão
- O xale
- Aula de música
- O parto
- Era quase uma lenda
- A cura
Estão todas a sua disposição, caso precise.

Grande Abraço e sucesso na tua caminhada.
Beto Muniz

Mariana disse...

Eu gosto muito da poesia, e seria muito legal que algum dia, um delivery em higienopolis venha com algum papel onde tenha uma poesia. Acho que os clientes gostariam muito disso.