segunda-feira, 4 de março de 2013

Mulheres nos novos tempos I





Todo dia ela se arrastava até o trabalho, até dava para pensar “Ali ninguém gostava de trabalhar”, dava para ver no jeito que acordavam, andavam e esperavam o ônibus naquela manhã ensolarada. “Eram rostos sem cara ou caras sem rostos?”  A mulher abria a bolsa para pegar o dinheiro. Olheiras encovavam o que ainda tinha de beleza. Sacudindo entre as lombadas da via, ia para mais uma faxina. “Se não fosse aquele traste, eu ainda seria uma dona de casa. Somente isso”!.


* Imagem: Cândido Portinari: http://www.portinari.org.br/

11 comentários:

Pedra do Sertão disse...

Esqueci de informar: esta história foi "captada" por mim dia desses...um pouco da realidade de muitas mulheres que aparecem em meu destino.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Oi, Pedra.
Pois é, desencanto e triste realidade. Bem que se poderia ter mais a comemorar neste próximo dia 8. Parabéns pelo blog e obrigado pela visita ao meu. Abraços!

Cristina Sá disse...

Olá! Araceli,

Hoje, tirei a noite para
passear pelos blogs.

Sua narrativa, ao mostrar
como segue a linha dos
novos tempos, mostra também
novas maneiras de viver e ver
a vida.

A escolha desta pintura de
Portinari para ilustrar seu
texto foi muito adequada.

Adorei passar por aqui.
Voltarei outras vezes para
retribuir suas visitas ao
meu blog.
bj
Cristina Sá

Cristina Sá disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedra do Sertão disse...

Pois, é Marcelo e Cristina,

Ainda é bem difícil viver os novos tempos, temos muitos ganhos, mas vejo enormes perdas também. Não querendo ser pessimista, ainda mais porque luto muito por dias melhores para as mulheres que passam por mim, na formação de professores, penso que todo dia vencemos alguns leões e nos engasgamos com uma espinha de peixe!

Luma Rosa disse...

Marrrdito!!
Mas o mundo não seria o paraíso se existissem apenas mulheres! :)
Feliz dia!!
Estamos na luta!
Beijus,

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

Há nas palavras
que nos fazem sentir
o perfume da vida,
o milagre da eternidade.

Que os sonhos
encham de luzes
os teus caminhos.

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

São mesmo histórias do nosso cotidiano, tendo sempre a mulher, como protagonista.
Excelente retrato!
Um abraço!

Fred Caju disse...

Pequeno, mas denso.

Patrícia Pinna disse...

Bom dia, Pedra. Gostei do seu blog, do que hoje eu pude ler.
Estou seguindo o teu espaço para retornar em outras postagens e comentar!
Interessante!Como o marido não gostava de trabalhar, ela teve de ir à luta, sendo forçada a ser algo mais provendo o seu sustenti também.
Tenha um dia de paz e beijos na alma!

Milton disse...

Querida Araceli (Pedra)

Lhe devo há algum tempo uma visita para agradecer pela adesão ao meu Posts à Beira Mar.
Aproveito para fincar raízes também por aqui. Parabéns pelos seus blogs.

Em tempo: Uma feliz páscoa e apareça sempre.

Com carinho, do Milton!