quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


Eu sou uma árvore solitária
dando sombra a quem quer ficar
dando fruto a quem quer provar.
Plantada estou, nessa terra imaginária.

E estendo os braços para o amigo vento,
nem vejo as guerra, as dores, o vozerio,
fico aqui, triste com meu lamento
profundo de solidão, debaixo do sol arredio.

Solitária árvore verde, aqui estou,
Minhas folhas trocam-se,
Minha casca enruga-se,
Não tenho para onde ir, sei só o que sou:

- Árvore jovem, flor que sempre renasce
com o vento, a chuva, a aurora...
E mesmo que nada se plantasse
Ainda ficaria a solitária semente germinadora...


03.setembro.88

3 comentários:

jae disse...

Oi,Araceli!
Até que enfim te encontrei|
Bjss..
Jaeci

Francisco Sobreira disse...

Cara Araceli,
O que me parece o ponto alto desse poema, de mais de 20 anos, é o sentimento com que você trata a velha árvore, como se você se dirigisse a uma pessoa, e com isso dando a ela uma forma humana. Um abraço.

Pedra do Sertão disse...

Obrigada,

Sobreira...pelo generoso comentário..

abraço