domingo, 23 de agosto de 2009

Pantera Negra


Quantos passos

dei em volta deste campo

fechado?

Rosnei, voltei,

ralei meu pêlo arrepiado

nas cascas das árvores do velho bosque.

Tinha pressa, tinha ânsia,

minhas narinas abriam-se,

fungando ares quentes.



Quantos passos ainda dei nessa espera?

Idas e vindas que fazem o que sou:

pantera negra à espera do meu caçador.



(Ele se demora,

prometeu em seu olhar de homem perdido

e alucinado...caçar-me em noite de lua.

Onde está, então?)





Imagem => Pesquisa Google: arquivosdoinsolito.blogspot.com/2008_09_01_ar...

9 comentários:

Eliana Mora (El) disse...

belíssimo poema!

[hão de vir luas e céus negros e misteriosos, quais ônix, verás...]

Obrigada!

Um beijo da El

Francisco Sobreira disse...

Cara Araceli,
Um poema muito, muito interessante. Você dá voz a um animal, e um animal ferocíssimo, que deseja ser abatido. Uma inversão de valores, em que o animal é humanizado. Um abraço.

Mulher na Janela disse...

dentro da poesia. voz de fera afiada.


beijos...

Pedra do Sertão disse...

Pois é, pessoal, a fera ainda está esperando...

Maria Iracema disse...

Araceli e seu hábito de se superar,adoro como cantas a mulher e fazes bem.este poema apresenta uma das façes femininas que mais gosto o de fera ,mas que ama que sonha que espera e justamente por isso se faz ser,se tratando de realização, um dos mais bem sucedido da natureza.Se temos a capacidade de sonhar temos a de realizar.
neste literalmente,você arrepiou...
tudo bem pode rir,estou extasiada.

Pastorelli disse...

Muito bom seu blog. parabéns, os felinos entre todos os animais, são os meus preferidos, http://odval.fotoblog.uol.com.br

Luiz Assunção disse...

Araceli, estive por aqui. Parabéns pelos escritos. Gosto muito das fotos. Luiz Assunção.

BAR DO BARDO disse...

sim... o mistério...

Anônimo disse...

Il semble que vous soyez un expert dans ce domaine, vos remarques sont tres interessantes, merci.

- Daniel