sexta-feira, 18 de junho de 2010

Transformação


Quebraram-me
f
e
i
t
o

macaúba.


Acharam-me

o c a
de espinhos.


Aventura insana
juntar-me inteira
de novo.


Tornaram-me frutas
espalhadas sob
a sombra de uma

p
a
l
m
e
i
r
a



imagem: Pesquisa Google - timblindim.wordpress.com/macauba/



Parentêses para homenagem especial: "Eu, no fundo, não invento nada. Sou apenas alguém que se limita a levantar uma pedra e pôr à vista o que está por baixo". José Saramago

19 comentários:

Richard Mathenhauer disse...

Adorei a forma como você escreveu! Quantos recursos que nos possibilitam trasmitir, ainda com mais um pouco de intensidade, o que queremos passar aos demais.

Que pedra rara, você!

Abraços,

Francisco Sobreira disse...

Cara Araceli,
Um inspirado poema, em que o ocorrido com uma pessoa é comparado com um fruto, uma árvore e uma fruta. Um abraço.

Eloí Bocheco disse...

Amei seu poema! Lindo e criativo!
Parabéns!
Beijos

Cássia Valéria disse...

Como a poesia pode ser tão leve e com tão poucas palavras nos tocar de forma especial!
Parabéns!

Beijo,
Valéria

Graça Pires disse...

Muito interessante, o poema.
Beijos.

Amor feito Poesia disse...

"O correr das águas,
a passagem das nuvens,
o brincar das crianças,
o sangue nas veias.
Esta é a música de Deus."


Hermann Hesse


Feliz dia com poesia e beijos meus!

Maria Maria disse...

Você tem razão, no entanto essa mudança interna não me é tão ardente assim. Lindo seu blog.

Vou segui-la.

Beijosounfe

GILMARA BENEVIDES disse...

Oi Araceli,

Obrigada por prestigiar o meu blog. Sempre dou uma olhada no que você publica também, claro que gosto muito das tuas poesias.

Um abraço,
Gilmara.

gorettiguerreira disse...

Olá linda e cheirosa "Pedra do sertão!"
Como é lindo seu espaço valorizando nossos frutos e Natureza amiga.
Adorei ter você por aqui. Feliz porque meu irmão Orestes "Cavalo de Talo" está em seu Blog belíssimo.
Beijos de luz querida. Te sigo.
Goretti Albuquerque

Pedra do Sertão disse...

Olá, pessoal,

Macaúba me lembra Juazeiro do Norte, onde minha avó materna tinha uma chácara. Passei férias e uma temporada de aprendizagem nesta chácara em cuja entrada existia um enorme "pé de macaúba". Ainda hoje guardo na memória o cheiro da fruta. Abraço aos visitantes.

Orestes disse...

Quão insano ha de ser
Pobre carrasco inculto
Há de sonhar no teu vulto
O teu fruto a renascer!!

Everaldo Ygor disse...

Transforma-se em ritmo, dança no sentido das palavras, da poesia toda...
Enfim, belo.
Saudações Poéticas
Everaldo Ygor

lidia disse...

vaya! que hrmoso poema, estéticamente diferente, y en los versos...sentidos...gracias por pasar por mi blog, y te comnto que me han nombrado en la sociedad de escritores chilenos,y como extranjera tengo deberes que hacer:mandar poesías,y buscar entre quienes andan por mi blog,algun blog que contenga cultura, trabajo dificil,pero me honran con la memebresi,que ni pedí, ni soñe, vino solita a mis pies...
gracias por comentar!
un abrazo
lidia-la escriba

Eurico disse...

Belas as frutas de teu poema.
Com o nome "macaíba" conheci essas bolotas, que tem um sabor excelente.

Abraço fraterno.
Grato pela visita.

Tuca Zamagna disse...

Ótimo o seu blog, Araceli.

Adoro palmeiras, esse admirável instrumento de espanar os céus.

Abraços

Pedra do Sertão disse...

Ah, macaúba tem mesmo um sabor marcante, e um cheiro também! Abraço a todos

lidia disse...

paso a saludarte y desearte un fin de semana bello!
gracias
un abrazo
lidia-la escriba

Igor Barbosa disse...

Eu estive aqui!

ASS: Eu's

kkkkk

*Bons poemas!!

Kathy disse...

Precioso poema, un abrazo para ti y una lluvia de bendiciones.