domingo, 20 de janeiro de 2013



Ontem me vi
varrendo areias,
segurando ventos,
sozinha entre os lenços
a esconder meu rosto.
                     Sacrifício desumano
                      nos respingos do sol
                     numa imensidão de dunas
                     solidão de olhos negros...vazios.
O chão ardia e
era eu ali
amortecida no calor
a afundar os pés...três para frente, cinco para trás.
A terra a prender minha caminhada.

Desde quando eu percorro
quintais esquecidos?
Quando alguém jogou um copinho
neste imenso areal?


Em 20.01.2013

                                                *  *  *

Imagem: Pesquisa Google: http://sosleitoresmurca.blogspot.com.br/2010/05/mulher-no-deserto.html#links

                                                                  *

6 comentários:

Malu Silva disse...

Varrer areias em meio a uma solidão... é tão frutífera esta situação. Talvez cresçamos com ela...
Adorável poema.
Um abraço!!!

Imaginário disse...

Há tanta coisa no meio da areia, Pedra. Mesmo a areia...
Abraços de saudade.
Gilson.

Anônimo disse...

Li o Poema ouvindo "Sob o Efeito de um Olhar", ficou lindo, parabéns!!
http://sargentofreitas.blogspot.com

Fátima Alves Poetisa da Caatinga disse...

Gostei do seu texto! E obrigada por me visitar de vez em quando e deixando comentários. Vozespoeticasdacaatinga precisa de sua voz!

Nesta seca! te envio a beleza das flores secas( elas são lindas!)Olhe para elas!

Jusciene Oliveira disse...

Parabéns Araceli pelo belissimo trabalho é um grande orgulho pra eu ter uma professora como vc.

Jusciene Oliveira disse...

Parabéns Araceli pelo belissimo trabalho é um grande orgulho pra eu ter uma professora como vc.