domingo, 21 de outubro de 2012
A mulher e o tempo
Naquele dia o vento
levou para a frente
da casa toda a poeira
do mundo
as folhas secas e
restos de sonhos.
Era necessário fazer
algo urgente:
charac...charac...charac
E a vassoura jogou
tudo para cima
como nunca!
Imagem: Pesquisa Google: http://jornale.com.br/wicca/2009/02/11/como-a-bruxa-ganhou-a-vassoura/
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
30 anos de poesia...tempo de comemorar!
Primeira poesia publicada no Jornal de Brasília em 22/07/82
As correções foram feitas por minha mãe - autora da proeza: ela me inscreveu como jornalista-mirim do Jornal de Brasília e enviou por mim. Qual não foi a surpresa.
Os últimos versos não aparecem:
Vida sem amor,
sem flor.
sem nenhum calor!
vida da
fome, da guerra,
da ruína e da dor!
O título, no meu caderno de poesias, foi alterado por mim, dois anos depois: Esquinas da Vida.
As correções foram feitas por minha mãe - autora da proeza: ela me inscreveu como jornalista-mirim do Jornal de Brasília e enviou por mim. Qual não foi a surpresa.
Os últimos versos não aparecem:
Vida sem amor,
sem flor.
sem nenhum calor!
vida da
fome, da guerra,
da ruína e da dor!
O título, no meu caderno de poesias, foi alterado por mim, dois anos depois: Esquinas da Vida.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Caderno de poesias – poema 26
Domingo passado, assistindo a um programa na TV, ouvi um jornalista comentar que Carlos Drummond de Andrade era muito severo com as primeiras poesias.
Fiquei a pensar: por onde andam as minhas?
Tive que pensar muito antes de mostrar essa daí. A marca em vermelho com a palavra "esta" foi feita por minha professora de Português - Socorro Martins - do Colégio Salesiano, em Juazeiro do Norte - que a selecionou para uma mostra de poesias no segundo ano do Ensino Médio, em 1984. Acho que me influenciei pela escolha da professora também.
Fiquei a pensar: por onde andam as minhas?
Tive que pensar muito antes de mostrar essa daí. A marca em vermelho com a palavra "esta" foi feita por minha professora de Português - Socorro Martins - do Colégio Salesiano, em Juazeiro do Norte - que a selecionou para uma mostra de poesias no segundo ano do Ensino Médio, em 1984. Acho que me influenciei pela escolha da professora também.
Tema absurdo e perdido
Cabeça vazia
perdida no absurdo
do espaço que havia
entre nós: você surdo
e eu mudo que ouvia
o bater de tudo
que padecia
neste mundo
que apodrecia...
Você que, contudo,
convivia
neste absurdo
só sorria...
Eu?
Novamente me perdia
Em 10.06.84
Caderno de poesias – poema 26
Caderno de poesias – poema 26
* * *
sexta-feira, 15 de junho de 2012
depois do almoço
Há um
Turbilhão de
pensamentos
Dentro de mim
Querendo uma
rede
De meio dia!
Um balancinho
apenas:
Um prá lá,
Um prá
cá...
E o pé na
parede
Para deixar
escapar
A certeza da rigidez
Que comprime
uma mente
acelerada.
acelerada.
sábado, 19 de maio de 2012
Por que o instinto é cego?
Ninguém ensina
o caminho
do mar
para as tartarugas.
Elas saem de seus buracos
agitando as nadadeiras
e chegam direto
sob a espuma.
sem escola
sem instrução
nem elogios.
E tão logo caem n'água
Fazem com excelência
O que têm de fazer:
viver uma longa
v i d a .
* * *
Imagem: http://jennyytavares.blogspot.com.br/
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Poda
Escolhi
as raízes podres
e as
folhas amareladas
para
apressar
o
cheiro de vida pelas frestas dos minutos.
* Imagem: Arquivo pessoal
* Imagem: Arquivo pessoal
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