Primeira poesia publicada no Jornal de Brasília em 22/07/82
As correções foram feitas por minha mãe - autora da proeza: ela me inscreveu como jornalista-mirim do Jornal de Brasília e enviou por mim. Qual não foi a surpresa.
Os últimos versos não aparecem:
Vida sem amor,
sem flor.
sem nenhum calor!
vida da
fome, da guerra,
da ruína e da dor!
O título, no meu caderno de poesias, foi alterado por mim, dois anos depois: Esquinas da Vida.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Caderno de poesias – poema 26
Domingo passado, assistindo a um programa na TV, ouvi um jornalista comentar que Carlos Drummond de Andrade era muito severo com as primeiras poesias.
Fiquei a pensar: por onde andam as minhas?
Tive que pensar muito antes de mostrar essa daí. A marca em vermelho com a palavra "esta" foi feita por minha professora de Português - Socorro Martins - do Colégio Salesiano, em Juazeiro do Norte - que a selecionou para uma mostra de poesias no segundo ano do Ensino Médio, em 1984. Acho que me influenciei pela escolha da professora também.
Fiquei a pensar: por onde andam as minhas?
Tive que pensar muito antes de mostrar essa daí. A marca em vermelho com a palavra "esta" foi feita por minha professora de Português - Socorro Martins - do Colégio Salesiano, em Juazeiro do Norte - que a selecionou para uma mostra de poesias no segundo ano do Ensino Médio, em 1984. Acho que me influenciei pela escolha da professora também.
Tema absurdo e perdido
Cabeça vazia
perdida no absurdo
do espaço que havia
entre nós: você surdo
e eu mudo que ouvia
o bater de tudo
que padecia
neste mundo
que apodrecia...
Você que, contudo,
convivia
neste absurdo
só sorria...
Eu?
Novamente me perdia
Em 10.06.84
Caderno de poesias – poema 26
Caderno de poesias – poema 26
* * *
sexta-feira, 15 de junho de 2012
depois do almoço
Há um
Turbilhão de
pensamentos
Dentro de mim
Querendo uma
rede
De meio dia!
Um balancinho
apenas:
Um prá lá,
Um prá
cá...
E o pé na
parede
Para deixar
escapar
A certeza da rigidez
Que comprime
uma mente
acelerada.
acelerada.
sábado, 19 de maio de 2012
Por que o instinto é cego?
Ninguém ensina
o caminho
do mar
para as tartarugas.
Elas saem de seus buracos
agitando as nadadeiras
e chegam direto
sob a espuma.
sem escola
sem instrução
nem elogios.
E tão logo caem n'água
Fazem com excelência
O que têm de fazer:
viver uma longa
v i d a .
* * *
Imagem: http://jennyytavares.blogspot.com.br/
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Poda
Escolhi
as raízes podres
e as
folhas amareladas
para
apressar
o
cheiro de vida pelas frestas dos minutos.
* Imagem: Arquivo pessoal
* Imagem: Arquivo pessoal
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Palavras ...
O
mundo das idéias livres...
tais
quais são pensadas,
moldadas...
Verdades?
Palpitações.
Mentiras?
Esferas.
Confronto
concreto dilapidando
mentes,
aclarando
fontes,
obstruindo
estantes.
Diálogos
ampliados,
resumidos,
trocados,
mal
compreendidos.
Esticados
ao máximo
de
suas línguas,
bocas
impotentes.
Para
a clausura eterna
do
fogo que as lança
ao
mundo do imaginário.
Do “Livro das Palavras”. In: O Chamado ou o cântico para a liberdade e outras poesias. 2ª. ed. São Paulo: Editora Scortecci, 2008.
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